GÊNIO EM DOIS OU VINTE E CINCO

por Eduardo Biz

 

Já faz um tempo que quero fazer um post sobre o último disco do Sufjan Stevens, que mexeu bastante comigo.

Quando ele foi lançado, no ano passado, fui logo correndo baixar, cheio de ansiedade graças aos trabalhos anteriores, que foram excelentes. Numa primeira audição, achei tudo esquisito demais e deixei o álbum ali, meio de escanteio. Alguns dias depois, fiz outras tentativas e coloquei-o para tocar enquanto trabalhava… ou cozinhava… ou colocava o Google Reader em dia. Nada. Acabava baixando o volume.

Aí, num belo domingo ocioso, decidi OUVIR o álbum. Sim, ouvir em Caps Lock: parar tudo e escutar o disco. Um hábito quase extinto hoje em dia, né? Música virou pano de fundo pra qualquer outra tarefa que se esteja executando. Talvez seja reflexo de uma época em que não se paga mais por música, vai saber… Mas enfim, foi nesse dia, quando OUVI o disco, que eu saquei que a genialidade de “The Age Of Adz” precisa ser tratada com carinho e atenção.

oi

Já começa com “Futile Devices”, que deveria ganhar um prêmio de música com maior capacidade de transmitir as mais fortes emoções em apenas dois minutos de duração. É uma faixa que transborda doçura, e duvido que alguém consiga ouvi-la só uma vez, sem voltar umas quinze vezes no repeat, pelo menos.

Na sequência vem “Too Much”, possivelmente a música mais impactante do disco, que foi escolhida para ser o primeiro single. O clipe mostra bem o panorama lisérgico e encantador que a música comunica, veja só:

 

O disco segue e vai crescendo de maneira apaixonante! “I Walked” é extremamente emotiva, com uma letra linda e triste e bela. “Now That I’m Older”, com vocais sobrepostos, cria um ambiente perturbador, mas não por isso desconfortável.

“Get Real Get Right” e “All For Myself” são bem a cara do Sufjan: flautinhas e corais dramáticos, e aquela ânsia da melodia que quer explodir, mas não explode.

“Vesuvius”, que fala basicamente sobre medo, é a melhor música do mundo, e ponto. Uma obra-prima:

O álbum encerra com “Impossible Soul”, que dura 25 minutos. E é incrível! Normalmente, essas faixas longas e conceituais costumam estragar todo um álbum com suas loucurinhas, mas não é o caso aqui. Não mesmo! É isso que eu acho sensacional no Sufjan Stevens: ele consegue ser gênio em músicas de 2 ou de 25 minutos.

Sou fã!

 

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Uma resposta para “GÊNIO EM DOIS OU VINTE E CINCO

  1. Age of adz é um realmente um grande disco. Gostei de todos os elementos eletrônicos adicionados às músicas. Sufjan Stevens se reinventando e me impressionando. É incrível como na música que dá o título de cd, a voz do cara entra quebrando toda a tensão instrumental.
    Muito bom também foi o EP lançado pouco antes desse album. Repleto de músicas enormes que te prendem e ao mesmo tempo te fazem viajar em lembranças e emoções pessoais.

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