JANELA DA ALMA

não tire esses óculos, use e abuse dos óculos, já cantaria Roberto Carlos!

Pra uma pessoa como eu, autêntico míope, usar óculos representa muito mais do que simplesmente adornar-o-rosto-pra-dar-um-ar-de-intelectual. Não, não. A bem da verdade, até gosto dessa aura que as pessoas criam em torno de quem usa óculos. É divertido! Uma vez me contaram que foi registrado numa pesquisa aí que pessoas que usam óculos são também consideradas “mais confiáveis”. Humm, pode ser, mas ainda prefiro associar confiabilidade a um bom e firme aperto de mão do que a uma bela armação de grife…

Anyway. Fato é que, como realmente preciso usar óculos, resolvi, há certo tempo, tornar esse fardo um pouco mais divertido. Se não pode vencê-los, escolha os melhores! Inicialmente tinha birra daquela modinha horrível de óculos minúsculos, do tipo “quanto menor, melhor”. E aqueles que parecem que não têm armação? Affe! Das duas, uma: se é pra não usar óculos, apóio as lentes de contato; mas se é pra usar, que sejam grandes e vistosos, com cara de óculos mesmo, sem disfarces e pudores.

E mesmo ressentido dessa modinha de óculos grandes que vingou de uns tempos pra cá – gente usando óculos só pra compor visual nerd fake na balada, coisas assim – continuo fanático por belas armações. E se você é assim como eu, dê uma olhada nesses sites: a marca britânica Cutler and Gross  tem modelos elegantíssimos, mas caros. Já a brasileira Absurda tem modelos bacanas, inclusive inspirados e batizados com nomes de lugares célebres, tipo Rua Augusta, Benedito Calixto, etc. E finalmente, tem o site da americana Warby Parker, que já começa bacana no nome, inspirado em dois personagens do Kerouac. Eles têm modelos fantásticos e surpreendentemente baratos. A proposta da marca é justamente ir contra a maré de armações extravagantemente caras e oferecer um produto de qualidade a um preço acessível. Sem contar que ainda há um fundo filantrópico: a cada par de óculos vendidos eles doam outro pra instituições estrangeiras que cuidam da visão daqueles que não podem bancar consultas e os próprios óculos. Legal, né?

quatro olhos!

E por fim, em homenagem a todos os amantes de óculos do mundo, um trecho do documentário Janela da Alma (2001), de João Jardim e Walter Carvalho, que retrata justamente pessoas como eu, que enxergam o mundo por meio deste enquadramento dos óculos. De Wim Wenders ao já saudoso Saramago, entre outros, cada um com seu par inseparável de lentes, a visão do mundo por meio desses relatos se revela mais lúdica e interessante: do uso de óculos e suas implicações sobre a personalidade à questão da saturação de imagens que o mundo joga nos nossos olhos. E como diria Da Vinci, o olho é a janela da alma, o espelho do mundo.

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3 Respostas para “JANELA DA ALMA

  1. Eu estou ouvindo vc. ha 4 horas e eu adoro musica sertanejão e internacional ( eu queria escuta mensmo Duran Duran) pra noís na divisa de M.G. com SP.eu adoro minas geris tocai vai….

  2. Pro comentário acima: OI?

    Rê, vc é muito charmoso com seus óculos, QUER SER MEU AMIGO?
    🙂

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