LIBERACE: PIANOS, CANDELABROS E PAETÊS

por Tiago Fioravante

LiberaceLiberace
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Até pouco tempo, ‘Liberace’ não passava de um nome estranho pra mim. Só muito recentemente que eu fui pesquisar e acabei descobrindo coisas incríveis a respeito de um dos maiores pianistas do século XX.

Provavelmente em poucos meses haja uma avalanche de informações sobre este personagem que modificou profundamente a maneira dos instrumentistas se apresentarem, afinal, está programado para breve uma cinebiografia do artista, que terá no papel principal ninguém menos que Michael Douglas, dirigido por Steven Soderbergh, e que terá Matt Damon como parceiro do pianista. Apesar de o filme tirar Liberace do armário, ele não era assumido, e na década de 50 chegou a processar um tablóide inglês por sugerir isto.

Mas este post não é sobre o filme, e sim sobre seu estilo, kitsch ao extremo, uma de suas características mais marcantes, além do candelabro que ele sempre preservava em cima do piano em suas apresentações. Mas antes de tudo vamos dar uma recapitulada. Liberace (nascido Wladziu Valentino Liberace, em maio de 1919) é de uma tradicional família de músicos de origem polonesa e italiana, estudou para se tornar um pianista clássico, mas surpreendeu a todos em uma de suas primeiras performances públicas, quando ao invés de tocar uma composição clássica, ele preferiu fazer o inusitado, e escolheu um arranjo de música popular.

Seu visual já chamava atenção muito antes Elvis Presley, Elton John e David Bowie se tornarem conhecidos. Os figurinos eram extravagantes, repletos de brilho, pedrarias, peles e diamantes. Usava mantas de mink e de vison sobre roupas de lamê com paetês, purpurina, jóias pesadas, colares imensos. Fazia questão de informar quantas peles de animais haviam sido usadas em cada modelo (o que deixaria os ativistas do PETA de cabelo em pé hoje em dia). Seu guarda-roupa chamava a atenção também pelo colorido e pelo grande número de acessórios e capas. Ele adorava ousar! Muitos destes trajes estão expostos hoje em dia no Liberace Museum (Liberace Foundation for the Performing and Creative Arts), em Las Vegas, mas infelizmente eles não disponibilizam as imagens online.

Pesquisando mais sobre ele encontrei uma série de imagens que deixam bem claro a extravagância de Liberace, que ia muito além das roupas, se estendendo ao seu estilo de vida, pois afinal, ele foi um dos primeiros instrumentistas a ter um cachê na casa dos milhões, e adorava esbanjar isto, comprando mansões, carros e pianos, alguns inclusive haviam pertencido a gênios como Chopin e George Gershwin. Liberace morreu aos 67 anos, em quatro de fevereiro de 1987 por complicações da AIDS.

Confira aqui uma de suas performances:

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4 Respostas para “LIBERACE: PIANOS, CANDELABROS E PAETÊS

  1. prezo mto pelo estilo de liberace e, como uma garota de cinema, estou ansiosa por essa cinebiografia! as fotos q vc escolheu estão ótimas! =]

  2. tiagofioravante

    tb tô ansioso! parece que a história será narrada sob a perspectiva do namorado e vai rolar cenas de beijo entre o michael e o matt. ui!
    sobre o estilo eu acho algo. afinal, tinha q ter muita coragem para encarar uma sociedade repleta de tabus e e preconceito (mais) da época. e foda-se se era brega, cafona, kitsch. era um estilo!

  3. Nossa! Que ótimo você ter pesquisado sobre ele, porque eu fiquei bem curioso depois que a Gaga mencionou ele em Dance in the Dark! E junto de outras divas, tipo Judy Garland e tals. Adorei!

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