AS MELHORES (E AS PIORES) COISAS DO MUNDO

por Angélica Bito

Quando você é adolescente, as melhores coisas do mundo podem estar na escola, especialmente se sua vida familiar não anda as melhores. Mas, nessa mesma idade, a escola também pode ser palco das piores coisas do mundo. Quando a gente é adolescente, rolam tantas crises – graças às descobertas que não param de ocorrer – que as melhores e as piores coisas do mundo podem rolar no mesmo lugar, no mesmo dia. É mais ou menos esse o clima de As Melhores Coisas do Mundo, novo filme dirigido por Laís Bodansky (que volta ao universo jovem depois de sua estreia no cinema, Bicho de Sete Cabeças) que estreia nos cinemas nesta sexta-feira (16/4).

As Melhores Coisas do Mundo

Cena de 'As Melhores Coisas do Mundo'

O roteiro, escrito por Luiz Bolognesi (parceiro recorrente de Laís em seu cinema), é baseado na série literária Mano, de Gilberto Dimenstein e Heloisa Prieto. A obra deu base ao roteiro, mas tanto a diretora quanto o roteirista percorreram principalmente escolas de classe média em São Paulo para enriquecer essa pesquisa. O compromisso com a realidade atual dessa faixa etária é grande. Embora a adolescência e seus conflitos sejam do conhecimento de todos, ser adolescente hoje é diferente e é exatamente isso que vemos em As Melhores Coisas do Mundo. O que mais me assustou foi a questão do bullying digital, combinação terrível do fácil acesso à tecnologia e a tradicional maldade na qual um adolescente é capaz de se inserir.

Protagonizado pelo estreante Francisco Miguez – gratíssima revelação do filme -, o longa acompanha Mano, jovem de 15 anos que frequenta um colégio de classe média em São Paulo. Como tantos, ele é apaixonado pela menina mais bonita da escola – loira, olhos verdes, cabelos compridos, o esteriótipo perfeito de “menina bonita” nessa época -, tem curiosidade em relação ao sexo, quer aprender a tocar violão. As Melhores Coisas do Mundo tem uma visão extremamente sincera em relação aos seus personagens, uma honestidade no mínimo comovente. O filme não tenta estereotipar ou tratar desrespeitosamente os jovens, pelo contrário e é exatamente essa visão respeitosa dos acontecimentos o grande tesouro neste filme. Laís quer fazer um filme para jovens, mas em momento nenhum subestima sua capacidade crítica. Ela sabe como se comunicar com jovens e cercou-se de profissionais do mais alto calibre para levar o filme adiante – a fotografia de Mauro Pinheiro Jr. (Linha de Passe) dá um tom urbano e urgente à trama, assim como a montagem, assinada por Daniel Rezende (Tropa de Elite).

Pode ser que você já tenha ouvido falar deste trabalho como “o filme do Fiuk”. Normal. Trata-se da estreia do novo ídolo teen da atualidade, no qual ele trabalhou sem ao menos revelar de quem é filho. Fiuk tem um papel até que grande no filme – é o irmão mais velho de Mano e acaba se envolvendo em questões bastante complicadas e recorrentes quando se tem 17 anos – e sua presença pode sim atrair mais teens aos cinemas. Que podem assistir a As Melhores Coisas do Mundo para ver o Fiuk na tela grande (vou confessar que o garoto tem um verdadeiro caso de amor com a câmera, é incrível como ele fotografa bem), mas certamente vão se identificar com esta história que está tão próxima ao público, independente da idade. Laís dá atenção e voz a crises familiares, pessoais, enfim, os dramas que envolvem todos ao redor de Mano e, desta forma, dialoga de forma honesta com o público.

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3 Respostas para “AS MELHORES (E AS PIORES) COISAS DO MUNDO

  1. nossa, fiuk gatzinho! fiquei com vontade de ver esse filme. é bem legal essa leva de filmes para adolescentes, assim, NA ATUALIDADE (tem um outro filme nesse esquema q esqueci o nome, mas bem indiezinho e tal, acho que vc sabe qual é). é bem respect. meus sobrinhos vão amar :***

  2. Nossa, tb fiquei curiosa. Eu muito pensei naquele do Jorge Furtado… tem verão no nome… ai esqueci. haha Eu nem achei grandes coisas, mas lembro que o ator do filme era bem bom e fofo. 🙂
    É bacana (ou nem tanto) ver como ser jovem hoje é diferente de ser jovem na nossa época… eu particularmente acho q ser jovem hj é mais fácil. *rs

    Beijo!

  3. rena, leva sim seus sobrinhos, eles vão curtir. =]

    houve uma vez dois versões, sá. eu curto. curto mto filmes e jovens., em geral!

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